Indicações e Tipos de Cirurgias

Indicações

Para cada paciente existe um tipo de procedimento, uma dieta e um acompanhamento pós-operatório mais adequados para emagrecer com saúde. Por isso, estamos constantemente avaliando o perfil de cada paciente para saber qual o tratamento indicado para o seu caso específico.

No COM utilizamos diversas técnicas cirúrgicas aprovadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e pelo Ministério da Saúde conforme Portaria 492.  Algumas restringem a entrada dos alimentos no sistema digestivo outras impedem grande parte de sua absorção. Existem, ainda, as técnicas mistas que combinam os dois efeitos citados.

No pós-operatório nossos pacientes contam com o acompanhamento completo da equipe multidiciplinar do COM. Os resultados, em quase 100% dos casos, são uma melhora significativa da qualidade de vida e da saúde em geral.

Além da perda de peso as cirurgias bariátricas resolvem cerca de 90% das doenças associadas à obesidade, tais como diabetes, doenças cardiovasculares (DCV) e alguns cânceres. Outras  grandes preocupações de nossa equipe.

Tipos de Cirurgia

Banda gástrica

Técnica da banda gástrica ajustável consiste na colocação de um pequeno anel ao redor da porção superior do estômago. Este anel, cinta, ou como é mais conhecida, banda gástrica, divide o estômago em dois compartimentos: um pequeno que fica acima da banda e irá armazenar pouca quantidade de alimento que, quando cheio, causa a sensação de saciedade; e um segundo compartimento maior, que é o resto do estômago normal abaixo da banda, e que continuará a participar do processo digestivo normal, recebendo e enviando o alimento para o duodeno.

BYPASS GÁSTRICO (FOBI-CAPELLA)

Bypass Gástrico (Fobi-Capella) - Bypass gástrico ou gastroplastia com derivação em "Y" de Roux ou, como é mais conhecida no Brasil, a Cirurgia de Capella, é o "procedimento de redução do estômago" mais utilizado nos Estados Unidos e no Brasil. Da mesma maneira que na banda gástrica, esta técnica possui um componente principal restritivo, diminuindo consideravelmente a quantidade de alimento necessária para proporcionar saciedade, e requerendo o mesmo padrão de comportamento alimentar (mastigar bem o alimento, comer lentamente, e ingerir pequenos bolos de cada vez). Por outro lado, pelo fato do alimento não passar pela maior parte do estômago e pelo duodeno, caindo direto no intestino delgado, o bypass gástrico traz alguns mecanismos adicionais que levam a um controle maior do apetite e a uma perda de peso mais rápida e mais intensa do que nos procedimentos puramente restritivos. O Bypass Gástrico proporciona um emagrecimento rápido e com saúde se aliado a uma mudança de hábitos alimentares.

gastrectomia vertical

A Gastrectomia Vertical (sleeve ou manga gástrica) é uma técnica mais recente e consiste na remoção de mais de 80% do volume do estômago, reduzindo para 100-150 ml a capacidade do estômago.
Na parte removida encontra-se uma substância (hormônio), chamada Grelina, que é uma das responsáveis pelo mecanismo de fome e saciedade.
É uma técnica que vem apresentando resultados favoráveis na perda de peso e apresenta menor risco de desnutrição que as técnicas com desvio intestinal, embora também haja necessidade de reposição vitamínica por toda a vida. Entretanto a perda de peso é inferior ao by-pass gástrico e pode piorar ou promover os sintomas de refluxo do estômago para o esôfago e queimação.

DUODENAL SWITCH

Nesta técnica, há a retirada de uma porção do estômago associada a um desvio grande do caminho do alimento e do caminho do suco digestivo, no intestino delgado. Há uma menor entrada de alimento pelo estômago ficar menor e o alimento só encontra o suco digestivo em uma porção final do intestino delgado, isto leva a menos tempo de digestão e de absorção. Esta técnica é a mais realizada, atualmente, quando se opta pela cirurgia disabsortiva.

SCOPINARO

Scopinaro - Nas técnicas disabsortivas promove-se um encurtamento do intestino delgado, reduzindo o tempo de contato dos nutrientes com as células intestinais dificultando sua absorção, a Derivação Bilio-Pancreática de Scopinaro é a principal representante deste grupo. Nessa cirurgia é realizado um grande desvio no intestino conjuntamente com a retirada de uma parte do estômago. Esse desvio faz com que o alimento percorra a maior parte do intestino sem entrar em contato com as enzimas digestivas e, portanto sem absorver boa parte dos acúcares e gordura ingeridos. Após esse desvio o alimento se encontra com as enzimas digestivas no final do intestino delgado tendo apenas 50 cm de intestino com capacidade de absorção.

BALÃO INTRAGÁSTRICO

O Balão intragástrico é um tratamento da obesidade que utiliza uma prótese de silicone na forma de um balão, que é colocado por endoscopia em regime ambulatorial (sem internação). O balão é colocado vazio no estômago e insuflado com soro fisiológico e corante. O tratamento e temporário e o balão deve ser retirado ou trocado em um prazo de 6 meses. O Balão provoca uma sensação de saciedade com a ingestão de pequenas quantidades de alimentos e diminui assim a fome. Proporciona um emagrecimento rápido quando associado exercícios físicos e reeducação alimentar. Entre em contato para saber o preço do balão intragástrico.

Pré-operatório

Como já vimos, todo o esforço é feito para que a operação seja um grande sucesso. Este é o objetivo da equipe médica e do paciente. Para tal temos que ter informações precisas sobre o estado de saúde do paciente antes da operação. Por isso muitos exames são realizados e só depois dos resultados conhecidos e da correção de qualquer anormalidade encontrada é que podemos decidir sobre a cirurgia bariatrica. Os exames normalmente solicitados estão listados abaixo com uma pequena explicação do porque da sua realização.

Pós-operatório

Após a cirurgia, tendo alta hospitalar, o paciente devera obedecer rigorosamente às instruções médicas e nutricionais quanto a sua alimentação e manter um acompanhamento a longo prazo. Devido a grande importância da manutenção do tratamento, já que a obesidade é uma doença crônica, foi desenvolvido pelo C.O.M. um programa de Workshop nutricional com o objetivo de controlar as necessidades nutricionais pós-operatórias e com a finalidade de reeducar o paciente definitivamente quanto à sua alimentação. O acompanhamento nutricional, clínico, psicológico e cirúrgico é que vai garantir os melhores resultados finais, principalmente quando assumido pelo próprio paciente, que deve conhecer muito bem o seu processo nutricional para fazer as escolhas dos nutrientes com qualidade e quantidade adequadas diariamente. É importante lembrar que este acompanhamento e tratamento de alterações nutricionais e clínicas que podem surgir e evita que o paciente fique doente e até tenha risco no pós-operatório.

Complicações

Como já dissemos, a cirurgia para cura da obesidade grave (cirurgia bariatrica) não é um milagre e sim uma troca que na grande maioria das vezes é altamente vantajosa. No entanto, como em toda cirurgia, podem ocorrer complicações. Período pré-operatório as complicações mais freqüentes são crises de ansiedade, flutuações do humor ou alergia aos medicamentos pré-anestésicos. No procedimento anestésico é possível que não se consiga entubar o paciente (para ventilar durante a cirurgia) ou que na entubação haja entrada de líquido do estômago para os pulmões, causando uma pneumonia de aspiração grave. Durante a cirurgia podem ocorrer sangramentos, lesões a diversos órgãos ou estruturas, hipotensão, hipertensão, arritmias cardíacas, parada cardíaca, morte. No pós-operatório imediato a dor abdominal é a queixa mais freqüente, e por ser a dor uma sensação muito individual, apresenta graus variados de intensidade e formas de evolução, geralmente sendo mais intensa nas primeiras 48 horas após a cirurgia. Náuseas, vômitos, dores nas costas, tonturas, retenção urinária, fezes líquidas também podem ocorrer. O grampeamento do estômago e das costuras intestinais podem se abrir e resultar em infecções ou vazamentos, sendo necessária uma reintervenção de urgência. Coágulos nas pernas ou na pelve podem suceder a cirurgia, podendo se desprender e se encaminhar para os pulmões, causando uma sensação de falta de ar e dor no peito (embolia pulmonar). Existe a possibilidade de necessitar de cuidados intensivos em UTI no pós-operatório, e algumas vezes a reoperação é necessária devido a sangramentos, hérnias, úlceras, abertura dos grampos cirúrgicos, fístulas, obstrução do intestino ou do estômago, infecções, abscessos. Pneumonias também podem ocorrer. Anormalidades na ferida operatória podem ocorrer em 2 a 10% dos casos, podendo ser tratadas facilmente sem dano permanente. Seroma: líquido amarelado ou rosado, acumulado na gordura sob a pele, nem sempre significa infecção e ocorre em até 20% dos casos.